
Projeto PAT
Posto de Assistencia Tatica
O Projeto PAT é uma equipa de assistência tática dedicada à prestação de primeiros socorros, resgate e evacuação de jogadores em eventos de Airsoft e MilSim.
O Projeto PAT (Posto de Atendimento Tático) é uma unidade autónoma de resposta a emergências, criada pelo Clube BEAR, dedicada à prevenção, assistência, socorro, resgate e evacuação em cenários de elevada exigência operacional.
Assente numa combinação de recursos humanos qualificados, capacidade de resgate 4x4 e tecnologias de comunicação e geolocalização off-grid, nomeadamente TAK e LoRa, o PAT permite estabelecer uma resposta rápida, coordenada e eficaz mesmo em ambientes remotos ou com limitações de acesso e comunicações convencionais.
A sua principal missão é reforçar a segurança e capacidade de resposta em eventos de Airsoft e MilSim, podendo, em circunstâncias excecionais e mediante os mecanismos de articulação aplicáveis, constituir um recurso complementar no âmbito do sistema de proteção e socorro municipal, nomeadamente através da sua eventual ativação no contexto do Plano de Emergência da Proteção Civil de Vila Franca de Xira.
Mais do que um dispositivo de apoio a eventos, o Projeto PAT pretende afirmar-se como uma estrutura organizada, tecnicamente preparada e orientada para a resposta a emergências em ambientes de difícil acesso, promovendo uma cultura de prevenção, prontidão, interoperabilidade e proteção da vida humana.
O Projeto PAT não substitui a atuação dos meios de emergência médica oficiais (INEM e Bombeiros), operando como uma estrutura complementar de primeira resposta capaz de triar, estabilizar a vítima e gerir o incidente até à chegada do socorro diferenciado.
O PAT EM NUMEROS:

O Que é o Projeto PAT?
O Projeto PAT (Posto de Assistência Tática) é uma iniciativa pioneira no Airsoft nacional, criada pelo Clube BEAR com o objetivo de estabelecer um novo padrão de prevenção, segurança e resposta a emergências em eventos de Airsoft e MilSim (Simulação Militar) de elevada intensidade e complexidade operacional.
O PAT integra meios humanos especializados, capacidade de socorrismo, resgate e evacuação 4x4, bem como tecnologias de comunicação e geolocalização off-grid, permitindo uma resposta rápida e coordenada mesmo em ambientes remotos ou de difícil acesso.
Para além da sua atuação no contexto do Airsoft e MilSim, o Projeto PAT constitui uma capacidade complementar de resposta a emergências, podendo, em situações excecionais e de acordo com os mecanismos de articulação definidos, ser mobilizado no âmbito do Plano de Emergência da Proteção Civil de Vila Franca de Xira, do qual o Clube BEAR faz parte.
Mais do que um serviço de assistência, o PAT representa um compromisso do Clube BEAR com a segurança, a prevenção, a prontidão operacional e a proteção da vida humana.
Como nasceu o Projeto PAT?
O Projeto PAT — Posto de Assistência Tática nasceu da experiência do Clube BEAR no terreno e da constatação de uma necessidade concreta: em ambientes remotos e de difícil acesso, a existência de uma resposta preparada no próprio local pode ser determinante até à chegada dos meios de emergência convencionais.
O projeto tem uma história marcada por dois momentos fundamentais, que no Clube BEAR costumamos identificar como os seus “dois padrinhos”: um padrinho acidental e um padrinho desafiador.
O início: uma necessidade real
No final de 2025, durante o evento “Operação Rosa”, organizado pelas Airsoft Girls no campo do Clube RAVEN, o Pedro “Delta” Mata sofreu uma queda que resultou numa fratura de uma perna.
A ocorrência aconteceu numa zona remota do terreno, sem acesso direto para uma ambulância. Perante a impossibilidade de os meios de emergência convencionais chegarem diretamente à vítima, foi necessário recorrer ao BEAR02, veículo tático do Clube BEAR, para realizar a extração através do terreno até ao ponto onde se encontrava a ambulância.
A situação foi resolvida, mas deixou uma importante aprendizagem: os meios de emergência podem chegar ao local — mas, em determinados terrenos, pode ser necessário primeiro conseguir chegar à vítima.
Foi este episódio que, de forma involuntária, se tornou o primeiro grande impulso para o nascimento do PAT.
A Direção do Clube BEAR decidiu então investir na aquisição de duas macas tipo MPI, criando uma capacidade inicial de transporte e evacuação de vítimas em terrenos de difícil acesso.
Naquele momento, ainda não existia o PAT como hoje o conhecemos. Existia, porém, a consciência de que era necessário estar melhor preparado.
O desafio que transformou a ideia em projeto
Em maio de 2026, surgiu o segundo momento decisivo.
O Presidente da ANA — Associação Nacional de Airsoft, Vítor Conceição, lançou ao Clube BEAR o desafio de estar presente no K.I.A. VI com uma equipa preparada para prestar primeiros socorros durante o evento.
O Clube BEAR aceitou.
O que inicialmente era uma capacidade criada para responder a uma necessidade identificada no terreno passou a ser organizada como uma verdadeira estrutura de assistência. Foram mobilizados recursos, pessoas e conhecimentos, com o objetivo de garantir uma resposta preparada e coordenada durante o evento.
No K.I.A. VI, essa capacidade foi colocada à prova e o PAT prestou assistência à sua primeira vítima.
Foi o momento em que a ideia deixou de ser apenas uma intenção e passou a assumir uma identidade própria.
De uma resposta pontual a uma capacidade permanente
A partir daí, o projeto começou a crescer.
A experiência adquirida no terreno, associada à formação dos seus elementos, ao investimento em equipamento de socorro e resgate e ao desenvolvimento de sistemas de comunicação e geolocalização off-grid, permitiu ao Clube BEAR construir progressivamente uma capacidade mais abrangente de assistência, resgate, evacuação e coordenação de emergências.
O objetivo deixou de ser apenas responder a uma ocorrência.
Passou a ser antecipar os riscos, preparar os meios e criar condições para que, quando uma emergência aconteça, exista uma resposta organizada já no terreno.
É esta filosofia que está na base do Projeto PAT.
Hoje, o PAT procura estabelecer um novo padrão de segurança nos eventos de Airsoft e MilSim, funcionando como uma capacidade complementar aos meios de emergência públicos e promovendo uma resposta mais rápida, coordenada e adequada às características específicas destes ambientes.
O PAT nasceu de uma ocorrência. Cresceu através de um desafio. Consolidou-se através da experiência.
E mantém, desde o primeiro dia, o mesmo princípio que esteve na sua origem:
Quando a emergência acontece num local onde é difícil chegar, a resposta tem de estar preparada para chegar até ela.
Qual a finalidade?
Imagina...
Imagina que estás no meio de uma floresta densa ou no interior de uma antiga instalação industrial abandonada. O cenário é de total imersão, a adrenalina está no máximo e a operação decorre a quilómetros do acesso rodoviário mais próximo.
De repente, tudo muda.
Uma queda de três metros. Uma fratura grave. Uma hemorragia. Uma paragem cardiorrespiratória.
O telemóvel não tem rede. O acesso é difícil e os meios de emergência convencionais podem demorar a chegar ao local. A vítima encontra-se a dois quilómetros da estrada, num terreno onde uma ambulância não consegue chegar.
É precisamente neste momento que cada minuto conta.
É para responder a este tipo de cenário que nasce o Projeto PAT.
A prática do Airsoft e, em particular, do MilSim (Simulação Militar) envolve frequentemente operações em ambientes de difícil acesso, terrenos florestais ou industriais, condições meteorológicas variáveis e períodos prolongados de atividade, que podem ultrapassar as 48 horas. Estes fatores introduzem riscos físicos e operacionais que exigem uma abordagem de segurança adequada à realidade destes eventos.
O Projeto PAT foi concebido para responder a essa realidade, constituindo uma unidade funcional de assistência, Atendimento Pré-Hospitalar (APH), resgate e evacuação, preparada para atuar em ambientes onde o acesso aos meios convencionais de emergência pode ser condicionado.
A sua missão é disponibilizar uma capacidade especializada de resposta e apoio às organizações promotoras de eventos de Airsoft e MilSim, contribuindo para a prevenção de acidentes, assistência imediata, estabilização, resgate e evacuação de participantes sempre que necessário.
Mais do que um elemento de apoio ao evento, o PAT assume-se como uma estrutura dedicada à segurança e proteção dos participantes, procurando garantir que, mesmo nos cenários mais remotos e exigentes, existe uma resposta organizada, coordenada e preparada para atuar quando cada minuto pode fazer a diferença.
Os eixos fundamentais do projeto são:
Assistência Imediata
Prestação de primeiros socorros e assistência pré-hospitalar por elementos devidamente preparados, permitindo uma intervenção rápida junto da vítima enquanto são avaliadas as necessidades e, quando aplicável, acionados os meios de emergência adequados.
Resgate e Extração Tática (CASEVAC)
Capacidade de localização, acesso, resgate e evacuação de vítimas em terrenos acidentados ou de difícil acesso, através de meios móveis 4x4 e outros recursos disponíveis, sempre de acordo com o estado clínico da vítima e os princípios de segurança e atuação aplicáveis.
Coordenação e Gestão da Emergência
Estabelecimento de uma interface operacional entre a organização do evento e os meios de socorro e emergência, facilitando a comunicação, a localização da ocorrência, a avaliação inicial da situação e a definição dos pontos de acesso e evacuação, em articulação com entidades como o INEM e os Corpos de Bombeiros, sempre que necessário.
Comunicações e Localização
Utilização de tecnologias de comunicação e geolocalização off-grid para melhorar a capacidade de localização das equipas e vítimas, manter a coordenação operacional e transmitir informação essencial em ambientes onde as redes de comunicação convencionais possam ser inexistentes ou insuficientes.
Com a implementação do Projeto PAT, o Clube BEAR pretende reduzir a vulnerabilidade associada à realização de eventos em ambientes remotos ou de difícil acesso, diminuir os tempos de resposta inicial e melhorar a coordenação das operações de emergência.
O PAT não pretende substituir os meios de socorro públicos. Pelo contrário, procura complementar a sua atuação, garantindo que, perante uma ocorrência, existe no próprio terreno uma capacidade organizada para prestar assistência inicial, localizar e, quando clinicamente adequado, extrair a vítima, fornecendo aos meios de emergência a informação necessária para uma intervenção mais rápida e eficaz.
Desta forma, o Projeto PAT contribui para uma gestão mais eficiente e coordenada das situações de emergência, permitindo que os recursos públicos sejam mobilizados de forma adequada à gravidade e às características de cada ocorrência.
Objetivos do Projeto PAT
O Projeto PAT estrutura a sua missão em duas dimensões complementares: reforçar a segurança e a capacidade de resposta nos eventos onde está presente e promover uma articulação responsável e eficiente com o sistema de emergência e proteção civil.
Objetivo Geral
Estabelecer uma capacidade permanente e organizada de prevenção, assistência, resgate e evacuação nos eventos apoiados pelo Projeto PAT, contribuindo para a proteção da integridade física dos participantes e para uma resposta mais rápida e coordenada perante situações de emergência.
O PAT pretende atuar como uma capacidade complementar aos meios de emergência públicos, proporcionando uma primeira resposta no terreno e facilitando o acesso, a localização e a intervenção dos meios de socorro sempre que a situação o justifique.
Objetivos Específicos
Padronização da Assistência
Implementar procedimentos e protocolos de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) adequados ao contexto dos eventos de Airsoft e MilSim, garantindo uma abordagem organizada e consistente às ocorrências desde os primeiros momentos.
Capacidade de Resgate e Evacuação
Manter capacidade operacional através de meios móveis 4x4 devidamente equipados, permitindo localizar, alcançar e, quando clinicamente adequado, extrair vítimas de zonas de difícil acesso até a um ponto de evacuação seguro e acessível aos meios de emergência.
Comunicações de Emergência
Desenvolver uma rede de comunicações dedicada à segurança e emergência, permitindo o acionamento rápido do PAT e a transmissão de informação essencial entre as equipas no terreno, através das tecnologias e frequências disponíveis e autorizadas.
Triagem e Encaminhamento
Realizar uma avaliação inicial e triagem das ocorrências, identificando a gravidade da situação e determinando, dentro das competências da equipa, a necessidade de acionamento e encaminhamento para os meios de emergência adequados.
O objetivo não é substituir a avaliação dos profissionais do sistema público de emergência, mas facilitar a sua intervenção e garantir que recebem informação relevante sobre a ocorrência e a localização da vítima.
Mapeamento e Gestão dos Pontos de Evacuação
Identificar, georreferenciar e documentar os Pontos de Encontro e Evacuação de Emergência (PEE) de cada cenário, disponibilizando informação operacional que permita aos meios de socorro localizar rapidamente os acessos e pontos de intervenção.
Tecnologia e Localização Off-Grid
Integrar ferramentas de geolocalização, comunicação e coordenação operacional, incluindo tecnologias como ATAK e LoRa, aumentando a capacidade de resposta em ambientes onde as redes móveis convencionais possam ser inexistentes ou insuficientes.
Formação e Preparação Contínua
Promover a formação contínua dos elementos envolvidos no projeto, abrangendo áreas como socorrismo, primeiros socorros, orientação, comunicações, resgate e procedimentos de emergência, criando uma verdadeira cultura de segurança ativa e prevenção.
Articulação Institucional
Desenvolver mecanismos de cooperação e articulação com organizações promotoras de eventos, forças de segurança, Corpos de Bombeiros, INEM e entidades de Proteção Civil, dentro das competências e enquadramento aplicáveis, promovendo uma resposta integrada e coordenada.
Que resultados esperamos alcançar?
Com a implementação progressiva destes objetivos, o Projeto PAT pretende alcançar resultados concretos na segurança dos eventos:
1. Reduzir o tempo até à primeira assistência, através da presença de uma equipa preparada no próprio terreno.
2. Reduzir os riscos associados à movimentação e evacuação de vítimas, utilizando procedimentos e meios adequados às características do terreno e da ocorrência.
3. Melhorar a localização e o acesso às vítimas, através do mapeamento dos terrenos e da utilização de tecnologias de comunicação e geolocalização.
4. Melhorar a articulação com os meios de emergência públicos, fornecendo informação operacional precisa e facilitando o acesso das equipas de socorro ao local da ocorrência.
5. Aumentar a capacidade de prevenção e preparação dos eventos, através da identificação prévia de riscos, acessos, pontos de evacuação e meios disponíveis.
6. Contribuir para uma cultura de segurança no Airsoft e MilSim, demonstrando que a prática destas modalidades pode ser acompanhada por estruturas organizadas de prevenção, assistência e resposta a emergências.
7. Criar um modelo de referência, passível de ser aplicado e desenvolvido noutros eventos e contextos onde a distância, o terreno ou as condições operacionais possam dificultar a resposta convencional de emergência.
O objetivo final
Mais do que estabelecer metas de desempenho isoladas, o PAT pretende criar uma capacidade de resposta sustentável, mensurável e em constante evolução, onde pessoas, formação, equipamentos, tecnologia e procedimentos trabalham em conjunto para um único objetivo:
Proteger pessoas, reduzir riscos e garantir que, quando uma emergência acontece, existe uma resposta preparada para atuar.
Memória Descritiva e Operacional
O Projeto PAT (Posto de Assistência Tática) é concebido como uma unidade operacional híbrida, estruturada em torno de um posto fixo de assistência e de duas unidades móveis de intervenção e resgate, permitindo assegurar cobertura e capacidade de resposta em diferentes áreas do terreno.
A estrutura PAT funciona de forma independente da dinâmica e dos objetivos do jogo, mantendo-se em permanente prontidão durante todo o período de atividade do evento e respondendo exclusivamente a necessidades relacionadas com segurança, assistência, emergência, resgate e evacuação.
A sua organização permite combinar uma capacidade de assistência centralizada com uma resposta móvel, garantindo maior flexibilidade perante ocorrências em terrenos extensos ou de difícil acesso.
Estrutura Física — Posto Fixo
O Posto de Assistência Tática constitui o centro operacional e logístico do dispositivo.
Instalado numa infraestrutura modular, como uma tenda tática ou base de campanha, o posto deverá localizar-se numa área estratégica do evento, preferencialmente junto à Safe Zone, Ponto de Comando ou outro local previamente definido pela organização.
O posto deverá dispor, sempre que as condições do evento o permitam, de:
Zona de Assistência e Estabilização
Área organizada e protegida destinada à avaliação e assistência inicial das vítimas, equipada com maca, material de primeiros socorros e kits de emergência adequados às necessidades do dispositivo.
Identificação e Sinalização
O posto deverá apresentar sinalização clara, visível e facilmente reconhecível, incluindo bandeiras, painéis identificativos e iluminação adequada para operações noturnas, permitindo a sua rápida localização por participantes, organização e meios externos de emergência.
Comunicações e Coordenação
Espaço dedicado às comunicações e coordenação operacional, permitindo manter contacto permanente com as unidades móveis, organização do evento e, quando necessário, estabelecer comunicação com os meios de emergência externos.
Logística e Autonomia
O dispositivo deverá assegurar os recursos necessários à permanência da equipa no terreno, incluindo água, soluções de hidratação, mantas térmicas, iluminação e alimentação elétrica autónoma, sempre que necessária para suportar as comunicações e restantes equipamentos.
Unidades Móveis de Intervenção e Resgate
Para garantir capacidade de resposta em terrenos extensos, acidentados ou de difícil acesso, o Projeto PAT dispõe de duas viaturas Todo-o-Terreno (4x4) adaptadas à função de intervenção e resgate.
Estas unidades permitem aproximar a equipa e o equipamento da zona da ocorrência, reduzindo a distância entre o local do incidente e a capacidade de assistência.
Equipamento Operacional
Cada viatura deverá dispor de equipamento adequado à missão, incluindo material de primeiros socorros e APH, maca ou meios de transporte de vítimas, equipamentos de comunicação e sistemas de localização e coordenação, nomeadamente soluções baseadas em PMR, CB e plataformas de geolocalização como ATAK.
Capacidade de Progressão
As viaturas estão preparadas para operar em caminhos florestais, terrenos acidentados e zonas de acesso condicionado, permitindo alcançar locais onde veículos de emergência convencionais possam ter dificuldade ou impossibilidade de progressão.
A utilização destes meios será sempre condicionada pela segurança da vítima, da equipa e das condições do terreno, bem como pela natureza da ocorrência.
Identificação Operacional
As viaturas encontram-se devidamente identificadas como “Segurança / Resgate”, permitindo o seu reconhecimento imediato pelos participantes, organização e restantes elementos presentes no terreno.
Modelo de Operação
O dispositivo PAT assenta na articulação permanente entre o Posto Fixo, as unidades móveis e o sistema de comunicações, permitindo que uma ocorrência seja rapidamente localizada, avaliada e encaminhada.
Perante uma emergência, a informação recebida é transmitida à equipa disponível, que determina a resposta adequada em função da localização, natureza da ocorrência, acessibilidade do terreno e estado aparente da vítima.
Quando necessário, a unidade móvel desloca-se ao local para prestar assistência inicial e, dentro das suas competências e condições de segurança, proceder à extração da vítima para um ponto de evacuação previamente definido, onde poderá ser efetuada a transferência para os meios de emergência adequados.
Este modelo permite que o PAT funcione como uma primeira capacidade de resposta no terreno, complementando — e não substituindo — os meios de emergência públicos.
Um posto para coordenar. Duas unidades para responder. Uma rede para localizar. Uma equipa preparada para atuar.
Fluxo Operacional de Atendimento
A atuação do Projeto PAT assenta num protocolo operacional estruturado, concebido para garantir que qualquer ocorrência é rapidamente comunicada, localizada, avaliada e encaminhada.
O processo desenvolve-se em quatro fases fundamentais, desde o alerta inicial até à eventual transferência da vítima para os meios de emergência externos.
1. Alerta e Localização — “Call for Medic”
Perante uma ocorrência real, o PAT é acionado através do canal de emergência definido para o evento ou por contacto direto com a equipa.
A informação transmitida deverá incluir, sempre que possível, a localização exata da ocorrência, através de coordenadas GPS, sistemas de geolocalização ou pontos de referência previamente definidos.
Após a receção do alerta, a equipa responsável determina os meios necessários e encaminha a unidade disponível para o local.
2. Intervenção Primária
A unidade PAT desloca-se até à vítima, procurando estabelecer rapidamente as condições de segurança do local e realizar uma avaliação inicial da situação e do estado da vítima.
Dentro das competências e formação dos elementos presentes, são aplicadas as medidas de primeiros socorros e assistência pré-hospitalar adequadas à situação, incluindo, quando necessário, controlo de hemorragias, manutenção da permeabilidade das vias aéreas, avaliação do estado de consciência e outras intervenções de suporte à vida.
A prioridade é estabilizar, proteger e preparar a vítima para a fase seguinte da resposta.
3. Resgate e Evacuação — CASEVAC
Quando a localização ou as condições do terreno impedem a aproximação dos meios de emergência convencionais, e desde que o estado da vítima e as condições de segurança o permitam, o PAT pode proceder à sua extração através das viaturas 4x4.
A vítima é transportada para o Posto de Assistência Tática ou para um Ponto de Encontro/Evacuação de Emergência (PEE) previamente definido, onde poderá ser efetuada a transferência para os meios de emergência externos.
A decisão e o método de extração são sempre condicionados pelo estado clínico da vítima, características do terreno e segurança da operação.
4. Acionamento e Transferência para os Meios de Emergência
Sempre que a situação ultrapasse a capacidade de intervenção do PAT ou apresente critérios que justifiquem assistência médica diferenciada, são acionados os meios de emergência através do 112.
O PAT procura então facilitar a intervenção dos meios externos, transmitindo informação relevante sobre a ocorrência, localização e estado da vítima e, sempre que possível, garantindo o acesso ao local através do ponto de encontro previamente definido.
A transferência da vítima é efetuada de forma coordenada, ficando a continuidade da assistência sob responsabilidade dos profissionais dos meios de emergência competentes.
Gestão de Comunicações
As comunicações constituem uma componente crítica do funcionamento do PAT.
O projeto utiliza uma arquitetura de comunicações redundante, procurando garantir capacidade de contacto entre o posto fixo, as unidades móveis e a organização mesmo em ambientes onde as redes móveis convencionais possam apresentar limitações.
Canal de Emergência
É definido um canal específico para ocorrências reais, separado das comunicações relacionadas com a dinâmica do jogo.
A utilização de uma expressão de emergência, como “Code Red”, permite identificar inequivocamente uma ocorrência real e interromper imediatamente qualquer interpretação associada à simulação.
Geolocalização e Monitorização
Sempre que as condições técnicas o permitam, são utilizadas ferramentas de geolocalização e comunicação digital para acompanhar a posição das equipas e das unidades móveis e facilitar a coordenação da resposta.
A utilização de tecnologias como ATAK, LoRa e sistemas de localização off-grid permite aumentar a capacidade operacional em zonas onde a cobertura móvel convencional seja inexistente ou insuficiente.
Simulação vs. Realidade
Uma das características fundamentais do Projeto PAT é a separação absoluta entre a simulação e uma ocorrência real.
Embora o PAT esteja integrado em eventos de Airsoft e MilSim, uma emergência real nunca é tratada como parte do jogo.
Quando o PAT é acionado para uma ocorrência médica ou de segurança, a equipa abandona a dinâmica da simulação e passa a atuar exclusivamente no âmbito da assistência e resposta à emergência.
Para garantir esta distinção, todos os elementos PAT utilizam identificação visual própria e inequívoca, incluindo coletes de alta visibilidade, de cor laranja, com identificação de SOCORRISTA / PAT e o logótipo do projeto.
As viaturas de intervenção encontram-se igualmente identificadas, permitindo que jogadores, organização e meios externos reconheçam imediatamente uma unidade PAT em operação.
No jogo, existe simulação. Numa emergência, existe realidade.
É esta distinção que permite ao PAT coexistir com ambientes de elevada imersão sem comprometer a segurança dos participantes ou a eficácia da resposta.
Meios e Recursos Materiais
A capacidade operacional do Projeto PAT assenta numa combinação de meios de mobilidade e resgate, equipamentos de assistência pré-hospitalar, infraestrutura de apoio, sistemas de comunicação e tecnologias de geolocalização, complementados por soluções de autonomia energética.
O Clube BEAR dispõe já de uma parte significativa destes recursos, encontrando-se outros equipamentos em fase de aquisição ou implementação, com o objetivo de consolidar progressivamente uma capacidade de resposta autónoma e adequada às características dos eventos de Airsoft e MilSim.
A organização dos meios está orientada para quatro necessidades fundamentais:
Chegar à vítima. · Prestar assistência. · Retirar a vítima. · Coordenar a resposta.
1. Mobilidade e Capacidade de Resgate
Viaturas Todo-o-Terreno — BEAR 01 e BEAR 02
O Clube BEAR dispõe de duas viaturas Todo-o-Terreno 4x4 Galloper Longo, preparadas para operar em terrenos de orografia difícil e utilizadas como principal recurso de mobilidade e extração do Projeto PAT.
Estas viaturas constituem uma componente essencial da capacidade CASEVAC (Casualty Evacuation) do projeto, permitindo transportar equipas, equipamentos e vítimas em zonas onde uma ambulância convencional possa não conseguir chegar.
Capacidade de Progressão
A tração integral e as características off-road das viaturas permitem a progressão por:
-
caminhos florestais;
-
terrenos acidentados;
-
acessos não pavimentados;
-
zonas de difícil acesso;
-
áreas onde a circulação de veículos de emergência convencionais possa estar condicionada.
A utilização destes meios é sempre condicionada pelas características do terreno, condições de segurança e estado da vítima.
Equipamento de Apoio
As viaturas encontram-se preparadas com equipamentos destinados a aumentar a sua autonomia e capacidade operacional, incluindo:
-
sistemas de iluminação LED para operações noturnas;
-
cintas e equipamentos de recuperação;
-
sistemas de comunicação rádio;
-
equipamentos de localização e georreferenciação;
-
capacidade de transporte de material de assistência e resgate.
As viaturas são ainda integradas na rede de comunicações e localização do PAT, permitindo acompanhar a sua posição e coordenar a sua deslocação para uma ocorrência.
Consulte as especificações das viaturas BEAR 01 e BEAR 02 aqui.
2. Equipamento de Assistência e Emergência
Mochilas de Primeira Intervenção Tática e Emergência Médica
A primeira intervenção é apoiada por Mochilas de Primeira Intervenção Tática e Emergência Médica (MPI), concebidas para transportar de forma organizada o equipamento necessário à avaliação e assistência inicial de uma vítima.
O material disponível está organizado de acordo com as principais necessidades de uma intervenção de emergência, permitindo que a equipa transporte consigo os recursos essenciais até ao local da ocorrência.
Controlo de Hemorragias
Inclui material destinado à abordagem inicial de hemorragias potencialmente graves, nomeadamente:
-
torniquetes;
-
gazes hemostáticas;
-
ligaduras compressivas;
-
material de proteção e penso.
Via Aérea e Reanimação
As MPI incluem material destinado à assistência inicial da via aérea e suporte básico, incluindo:
-
cânulas orofaríngeas;
-
máscaras de reanimação;
-
aspiradores manuais;
-
outros consumíveis de emergência.
Avaliação e Monitorização
Para avaliação inicial dos sinais vitais e estado geral da vítima, estão disponíveis equipamentos como:
-
esfigmomanómetro;
-
oxímetro de pulso;
-
termómetro;
-
medidor de glicemia;
-
lanterna de avaliação.
Imobilização e Proteção
O equipamento inclui ainda recursos destinados à proteção e imobilização de vítimas, nomeadamente:
-
colares cervicais;
-
talas moldáveis;
-
mantas térmicas;
-
material de transporte e proteção.
A composição das mochilas poderá ser progressivamente atualizada em função da experiência operacional, formação da equipa e necessidades identificadas nos eventos.
Consulte o equipamento disponível nas nossas MPI aqui.
3. Posto Fixo de Assistência
Estrutura Modular PAT
O PAT dispõe de uma estrutura modular de montagem rápida destinada a funcionar como Posto Fixo de Assistência, permitindo centralizar a equipa, equipamentos e operações de apoio.
A estrutura base é constituída por uma pérgola de 3 × 3 metros, que permite criar uma área identificada e protegida para assistência e apoio às vítimas.
Funções do Posto Fixo
O posto funciona como:
-
ponto de referência visual do PAT;
-
zona de assistência e avaliação;
-
área de apoio à estabilização;
-
centro de coordenação da equipa;
-
ponto de concentração de equipamentos;
-
local de receção e encaminhamento de vítimas;
-
ponto de referência para eventual articulação com meios de emergência externos.
A configuração aberta permite uma rápida entrada e saída de vítimas e macas, acesso por diferentes lados e boa ventilação, características particularmente relevantes em eventos realizados durante períodos prolongados ou em condições de elevada temperatura.
Evolução para Posto de Estabilização
Encontra-se prevista a evolução da estrutura para uma configuração fechada e equipada com pavimento, permitindo aumentar significativamente as condições de funcionamento do posto.
Esta evolução permitirá criar uma área mais controlada e adequada à assistência, proporcionando:
1. Zona limpa e melhor controlo do ambiente
Redução da exposição a poeiras, lama e outros elementos do terreno.
2. Privacidade e dignidade da vítima
Maior proteção visual durante a avaliação e assistência.
3. Proteção térmica
Melhores condições para prevenir exposição excessiva ao frio ou calor.
4. Proteção do equipamento
Maior proteção dos equipamentos médicos e eletrónicos perante as condições ambientais.
5. Centro de coordenação operacional
Criação de um espaço claramente identificado para a gestão do dispositivo PAT.
4. Comunicações e Tecnologia
A capacidade de resposta do PAT depende diretamente da capacidade de comunicar, localizar e coordenar.
Por esse motivo, o projeto desenvolveu uma arquitetura de comunicações com diferentes meios e tecnologias, procurando reduzir a dependência de uma única rede de comunicação.
Canal de Emergência
Durante os eventos apoiados pelo PAT é definido um canal de emergência dedicado, destinado exclusivamente à comunicação de ocorrências reais.
No modelo atualmente utilizado pelo projeto, o PMR Canal 3 é reservado para comunicações relacionadas com emergências.
A utilização de um canal claramente definido permite que qualquer participante saiba como e onde comunicar uma ocorrência, reduzindo o tempo necessário para transmitir o alerta.
Sempre que adotado pela organização, o termo “Code Red” poderá ser utilizado para identificar inequivocamente uma ocorrência real e distingui-la das comunicações relacionadas com a simulação.
Rede Multibanda
Para garantir redundância e flexibilidade operacional, o PAT dispõe de diferentes meios de comunicação, incluindo:
-
CB — 27 MHz, para comunicações de voz;
-
PMR — 446 MHz, para comunicações de voz no terreno;
-
LoRa — 868 MHz, para transmissão de dados e mensagens através da rede off-grid.
A utilização destes diferentes meios permite manter a capacidade de coordenação mesmo perante falhas ou limitações de uma determinada rede.
5. Geolocalização e Rede Off-Grid
Uma das características diferenciadoras do Projeto PAT é a utilização de uma infraestrutura própria de comunicação e geolocalização off-grid.
Através da integração de LoRa, Meshtastic e ATAK, o projeto consegue estabelecer uma rede de comunicação de dados independente das redes móveis convencionais.
Esta infraestrutura permite, dentro das limitações técnicas próprias da tecnologia:
-
acompanhar a localização das viaturas;
-
acompanhar a posição dos elementos equipados com os dispositivos;
-
transmitir coordenadas de ocorrências;
-
partilhar pontos de interesse e pontos de evacuação;
-
apoiar a coordenação das equipas;
-
disponibilizar informação de localização sem depender exclusivamente de 4G/5G.
Autonomia de Comunicações
O objetivo desta infraestrutura é garantir que o PAT mantém uma capacidade mínima de comunicação e localização mesmo em zonas sem cobertura de rede móvel, aumentando a sua autonomia operacional em ambientes remotos.
A rede off-grid não substitui os meios de emergência públicos nem as redes de telecomunicações convencionais; constitui uma camada adicional de redundância e coordenação operacional.
6. Autonomia Energética
A autonomia energética é igualmente uma componente essencial do dispositivo, particularmente porque os eventos de Airsoft e MilSim podem prolongar-se durante a noite e decorrer em locais sem acesso à rede elétrica.
O Projeto PAT encontra-se a desenvolver uma capacidade energética própria, composta por diferentes soluções.
Gerador Inverter — 1,5 kW
Encontra-se prevista a aquisição de um gerador inverter a gasolina de aproximadamente 1,5 kW, destinado a fornecer energia autónoma ao Posto PAT.
A sua função será suportar, entre outros equipamentos:
-
iluminação de emergência;
-
carregamento de equipamentos;
-
sistemas de comunicação;
-
equipamentos eletrónicos;
-
necessidades energéticas do posto.
A tecnologia inverter permitirá fornecer energia mais estável a equipamentos eletrónicos sensíveis.
Alimentação Solar das Viaturas
As viaturas táticas BEAR encontram-se equipadas com painéis solares dedicados ao sistema de comunicação LoRa/Meshtastic, associados a baterias de aproximadamente 3000 mAh.
Esta solução permite manter o sistema de comunicação e localização operacional sem depender permanentemente da bateria principal da viatura.
Powerbanks Solares
O projeto dispõe ainda de bancos de energia portáteis com carregamento solar, destinados a manter equipamentos eletrónicos e rádios portáteis carregados durante operações prolongadas.
Esta capacidade é particularmente relevante em eventos de longa duração, onde a disponibilidade de energia pode constituir uma limitação operacional.
7. Uma capacidade integrada
Os meios materiais do Projeto PAT não funcionam como recursos isolados.
As viaturas permitem chegar à vítima.
As MPI permitem iniciar a assistência.
O Posto Fixo permite apoiar, organizar e estabilizar.
As comunicações permitem coordenar.
A geolocalização permite localizar.
A autonomia energética permite manter tudo operacional.
É a integração destes diferentes recursos numa única estrutura operacional que permite ao PAT constituir uma capacidade de resposta adaptada às características específicas dos eventos de Airsoft e MilSim, particularmente em ambientes remotos ou de difícil acesso.
O objetivo não é substituir os meios de emergência convencionais, mas criar uma primeira capacidade organizada no terreno e facilitar a intervenção dos meios de socorro sempre que estes sejam necessários.
Recursos Humanos e Formação
A eficácia do Projeto PAT (Posto de Assistência Tática) depende, em primeiro lugar, da preparação, competência e capacidade de resposta dos seus operacionais.
O Clube BEAR reconhece que equipamentos e tecnologia só são verdadeiramente eficazes quando apoiados por pessoas preparadas para os utilizar. Por esse motivo, o projeto aposta na formação dos seus elementos, na atualização periódica de conhecimentos e na criação de procedimentos comuns de atuação.
A equipa PAT integra atualmente operacionais com formação em Suporte Básico de Vida (SBV), primeiros socorros e controlo de hemorragias — incluindo formação Stop the Bleed, entre outras competências relevantes para a intervenção em ambiente de evento.
A atuação dos elementos é sempre realizada dentro dos limites da sua formação, competências e enquadramento aplicável, sendo acionados os meios de emergência diferenciados sempre que a situação ultrapasse a capacidade de resposta do PAT.
Competências Operacionais
Gestão e Segurança da Ocorrência
Antes de intervir, a prioridade é garantir a segurança da equipa, da vítima e das restantes pessoas presentes.
Os operacionais são preparados para:
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avaliar as condições de segurança do local;
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identificar riscos ambientais e estruturais;
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utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI);
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estabelecer uma zona segura de intervenção;
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recolher informação essencial sobre a ocorrência;
-
comunicar de forma estruturada com a organização e os meios de emergência;
-
acionar o 112 / Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) sempre que necessário.
Esta componente assume particular importância em ambientes de Airsoft e MilSim, onde podem existir estruturas degradadas, terrenos acidentados, vegetação densa, baixa visibilidade ou outros riscos associados ao cenário.
Suporte Básico de Vida
Os elementos com formação adequada estão preparados para reconhecer situações de emergência vital e iniciar as medidas de Suporte Básico de Vida, de acordo com a sua formação e protocolos em vigor.
Entre as competências incluem-se:
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reconhecimento de uma paragem cardiorrespiratória;
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início de compressões torácicas;
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utilização de técnicas de ventilação quando aplicável e de acordo com a formação;
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utilização de um desfibrilhador automático externo (DAE), quando disponível e quando o operacional possuir a formação correspondente;
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colocação em Posição Lateral de Segurança (PLS) de vítimas inconscientes que apresentem respiração normal;
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atuação perante situações de obstrução da via aérea.
O objetivo é garantir que uma vítima recebe assistência inicial o mais rapidamente possível, enquanto são acionados ou aguardados os meios de emergência adequados.
Trauma e Lesões Externas
A natureza dos eventos apoiados pelo PAT exige particular atenção às lesões traumáticas.
Dentro das competências dos seus operacionais, a equipa está preparada para prestar assistência inicial em situações como:
Hemorragias
Aplicação de medidas de controlo de hemorragias potencialmente graves, incluindo:
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pressão direta;
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pensos e ligaduras compressivas;
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gaze hemostática;
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torniquetes, quando indicados e dentro da formação do operacional.
Feridas e Queimaduras
Prestação dos primeiros cuidados e proteção da lesão, procurando reduzir o risco de agravamento e contaminação.
Lesões Osteoarticulares
Assistência inicial em situações de:
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suspeita de fratura;
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entorse;
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luxação;
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traumatismo;
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lesões musculoesqueléticas.
Quando necessário, podem ser utilizados meios de imobilização provisória e transporte, tendo sempre em consideração o estado da vítima e as condições de segurança.
Emergências Médicas e Ambientais
Os eventos de Airsoft e MilSim podem decorrer durante várias horas ou dias e em condições ambientais exigentes.
Por esse motivo, os operacionais são preparados para reconhecer e prestar os primeiros cuidados perante situações como:
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alterações do estado de consciência;
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síncope/desmaio;
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crises convulsivas;
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suspeita de hipoglicemia;
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exaustão pelo calor;
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golpe de calor;
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hipotermia;
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desidratação;
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picadas e mordeduras;
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exposição a agentes ambientais.
Sempre que a situação clínica o justifique, o PAT procede ao acionamento dos meios de emergência diferenciados, fornecendo a informação disponível e facilitando o acesso à vítima.
Estatuto do Operacional PAT
Os elementos que integram o dispositivo PAT assumem, durante o período em que se encontram destacados para o projeto, um estatuto operacional distinto dos restantes participantes do evento.
Neutralidade Operacional
Durante o exercício das suas funções, os elementos PAT não participam na vertente recreativa ou competitiva do jogo.
A sua única função durante o período de prontidão é a segurança, assistência e resposta a ocorrências reais.
Identificação Inequívoca
Todos os operacionais utilizam vestuário de alta visibilidade e identificação própria do PAT, permitindo a sua rápida identificação por jogadores, organização e meios externos de emergência.
A identificação visual tem também como objetivo garantir uma separação clara entre a simulação e uma intervenção real.
Disponibilidade e Comunicações
Os elementos destacados para o PAT permanecem integrados na rede de comunicações de emergência, mantendo capacidade de contacto com o posto fixo, unidades móveis e coordenação do evento.
A equipa deve conhecer previamente os acessos, pontos de evacuação, meios disponíveis e procedimentos definidos para o evento.
Formação Contínua e Recertificação
O Clube BEAR considera a formação contínua uma componente fundamental do Projeto PAT.
A capacidade de resposta não deve depender apenas da formação inicial de cada elemento. Deve ser regularmente treinada, atualizada e avaliada.
Neste sentido, o projeto prevê:
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atualização periódica de conhecimentos;
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exercícios práticos e simulações;
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workshops internos;
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treino de comunicações e procedimentos de emergência;
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treino de localização e resgate;
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exercícios de evacuação e CASEVAC;
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atualização das competências de SBV e primeiros socorros;
-
incentivo à renovação das certificações aplicáveis;
-
avaliação periódica dos procedimentos operacionais.
Sempre que possível, a formação procurará acompanhar boas práticas e recomendações reconhecidas a nível nacional e europeu, incluindo as orientações do European Resuscitation Council (ERC) nas áreas relevantes.
Formação e Transparência
O Clube BEAR pretende manter uma política de transparência relativamente às qualificações dos elementos que integram o PAT.
A documentação comprovativa das formações e certificações relevantes dos operacionais poderá ser disponibilizada às entidades organizadoras, parceiros institucionais e autoridades competentes, mediante solicitação e respeitando as regras aplicáveis à proteção de dados pessoais.
O objetivo é simples:
Um projeto de emergência só é tão forte quanto a preparação das pessoas que o constituem.
Por isso, o PAT aposta numa combinação de formação, treino, disciplina operacional e atualização permanente, procurando garantir que cada elemento sabe o que fazer, conhece os seus limites e está preparado para atuar quando for necessário.
Protocolos de Articulação Externa
A eficácia de uma resposta de emergência não depende apenas da capacidade de intervenção no local da ocorrência. Depende também da capacidade de comunicar, coordenar e transferir a vítima de forma organizada para os meios de emergência diferenciados.
O Projeto PAT foi concebido para funcionar de forma complementar ao Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), assegurando uma primeira resposta no terreno, a identificação das situações que ultrapassam a sua capacidade de intervenção e a articulação atempada com os meios públicos de emergência.
O PAT não substitui o INEM, os Bombeiros ou qualquer outro serviço de emergência. A sua função é reduzir a vulnerabilidade existente entre o momento da ocorrência e a chegada dos meios diferenciados, prestando assistência inicial dentro das competências dos seus operacionais e criando as melhores condições possíveis para a continuidade da resposta.
Para esse efeito, são definidos procedimentos de acionamento, localização, comunicação, extração e transferência de vítimas, adaptados às características do terreno e à realidade operacional de cada evento.
Critérios de Acionamento Externo — 112
O PAT possui capacidade para prestar assistência inicial em situações de menor gravidade, dentro das competências, formação e meios disponíveis.
Sempre que a avaliação da ocorrência indique necessidade de intervenção diferenciada, o Número Europeu de Emergência — 112 é acionado de acordo com os procedimentos aplicáveis.
Entre as situações que podem justificar o acionamento de meios externos encontram-se:
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Alteração significativa do estado de consciência;
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Paragem cardiorrespiratória ou suspeita de paragem cardiorrespiratória;
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Suspeita de traumatismos ou lesões graves, nomeadamente com possível compromisso da coluna;
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Hemorragias graves ou não controláveis através das medidas de primeira intervenção disponíveis;
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Deterioração do estado da vítima durante a assistência;
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Emergências médicas ou traumáticas que ultrapassem a capacidade de avaliação e estabilização do PAT;
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Qualquer situação em que seja considerada necessária a intervenção de meios de emergência diferenciados.
O princípio orientador é simples:
Quando a situação ultrapassa a capacidade do PAT, a resposta é escalada.
O acionamento do 112 não representa uma falha da resposta do PAT. Constitui, pelo contrário, uma parte essencial do seu modelo operacional: reconhecer os limites da intervenção, solicitar atempadamente os meios adequados e preparar a vítima e o local para a sua chegada.
Pontos de Encontro de Emergência — PEE
Em eventos realizados em áreas florestais, rurais, industriais ou noutros locais com acessos condicionados, a chegada de uma ambulância ou de outro meio de emergência ao ponto exato da ocorrência pode estar limitada pelas características do terreno.
Para reduzir este constrangimento, o PAT utiliza o conceito de Ponto de Encontro de Emergência (PEE).
Definição e Planeamento
Antes do início de cada evento, são identificados pontos estratégicos com condições adequadas para a aproximação e operação de viaturas de emergência, preferencialmente junto a vias asfaltadas ou outros acessos seguros.
A localização dos PEE é integrada no planeamento operacional do evento, permitindo que organização, PAT e meios de emergência partilhem uma referência comum em caso de ocorrência.
Georreferenciação
Cada PEE é previamente georreferenciado, permitindo a disponibilização rápida das suas coordenadas aos meios de emergência.
Sempre que possível e adequado, esta informação é previamente partilhada com as entidades e corporações locais envolvidas na resposta, contribuindo para reduzir o tempo necessário à identificação e acesso ao local de transferência.
Extração e Transferência
Quando as características do terreno impedem ou desaconselham a entrada de uma ambulância convencional na zona da ocorrência, uma unidade 4x4 do PAT poderá apoiar a extração da vítima até ao PEE, desde que tal seja seguro e adequado à situação.
A partir desse ponto, a vítima poderá ser recebida pelos meios de emergência diferenciados, evitando que estes tenham de percorrer acessos de terra, trilhos ou zonas que possam comprometer a circulação e segurança das viaturas.
Este conceito permite transformar uma área de difícil acesso num ponto operacional previamente conhecido e preparado para a transferência da vítima.
Não basta chamar a emergência. É necessário preparar o caminho para que a emergência consiga chegar até à vítima.
Protocolo de Transferência de Vítima — MIST
A chegada dos meios diferenciados representa uma nova fase da resposta, mas não deve significar perda de informação.
Para assegurar a continuidade da comunicação, o operacional do PAT que acompanha a vítima transmite à equipa de emergência externa um relato estruturado da ocorrência, verbalmente e, quando aplicável, através de uma ficha de campo simplificada.
Como referência operacional, poderá ser utilizada a estrutura MIST:
M — Mechanism | Mecanismo
Descrição da ocorrência e do mecanismo de lesão ou exposição — por exemplo, queda, colisão, trauma ou exposição ambiental.
I — Injuries | Lesões
Lesões identificadas ou suspeitas durante a avaliação inicial.
S — Signs / Symptoms | Sinais e Sintomas
Sinais observados, sintomas referidos pela vítima e, quando disponíveis, parâmetros avaliados.
T — Treatment | Tratamento
Medidas de assistência realizadas pelo PAT e resposta observada após a intervenção.
O objetivo é garantir que a equipa que assume a vítima recebe, de forma rápida, objetiva e organizada, a informação relevante recolhida durante a primeira intervenção.
O MIST constitui uma ferramenta de continuidade da informação e não substitui os procedimentos clínicos, de triagem, avaliação ou registo próprios dos serviços de emergência diferenciados.
Colaboração com as Corporações Locais de Bombeiros
Uma resposta eficaz começa antes da emergência.
Sempre que possível, o Clube BEAR privilegia a articulação prévia com as corporações de Bombeiros e demais entidades de emergência com responsabilidade na área onde decorre o evento.
Esta preparação permite conhecer antecipadamente as características do terreno, os acessos disponíveis e o dispositivo operacional previsto para o evento.
No âmbito desta articulação, poderão ser disponibilizadas informações como:
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Localização e características gerais do evento;
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Número estimado de participantes;
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Horários de início e término;
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Cartografia ou planta operacional da área;
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Localização dos Pontos de Encontro de Emergência;
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Principais acessos e respetivas condicionantes;
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Localização do Posto de Assistência Tática;
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Localização e identificação das unidades móveis PAT;
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Contacto do coordenador operacional do PAT;
-
Meios de comunicação disponíveis para articulação;
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Procedimentos previstos para acesso, extração e transferência de vítimas.
Sempre que existam condições para o efeito, esta preparação poderá ainda permitir o conhecimento prévio dos acessos mais adequados às diferentes zonas do evento, reduzindo a necessidade de reconhecimento do terreno no momento crítico.
Uma Resposta Integrada
O modelo de articulação externa do PAT assenta numa sequência operacional simples:
DETETAR → AVALIAR → ASSISTIR → COMUNICAR → LOCALIZAR → EXTRAIR → TRANSFERIR
Cada etapa tem uma função específica.
O PAT assegura a primeira resposta dentro das suas competências.
O 112 permite mobilizar os meios de emergência diferenciados quando necessários.
Os PEE facilitam o acesso e a transferência em terrenos de difícil circulação.
A georreferenciação e as comunicações permitem localizar e coordenar.
O MIST ajuda a preservar a continuidade da informação no momento da transferência.
Desta forma, o PAT procura eliminar uma das principais fragilidades das emergências em ambientes remotos: a distância entre a ocorrência e o acesso efetivo aos meios diferenciados.
O objetivo não é substituir a emergência. É preparar o terreno para que, quando ela for necessária, consiga chegar mais depressa, com melhor informação e em melhores condições para atuar.
O Projeto PAT assume, assim, uma posição de complementaridade, articulação e preparação, criando uma ponte operacional entre o local da ocorrência e a resposta diferenciada.
Como solicitar a presença do PAT num evento de Airsoft.
O projeto PAT é totalmente agnóstico de APDs, Clubes ou Equipas, tem como único e exclusivo objetivo a proteção e segurança dos jogadores de Airsoft, estando disponivel para qualquer jogo.
Se queres que o Projecto PAT esteja presente no teu evento, contacta o clube pelo email










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